Polêmica: produtores de plásticos condenam fim do uso de sacolas nos supermercados
09/11/2011 - Segundo a ADIRPLAST – Associação Nacional dos Distribuidores de Resinas Plástica , “combate leviano ao plástico deve render R$ 1 bilhão aos supermercados”. Cerca de 357 mil pessoas no país vivem da transformação de plástico. Considerando apenas o período de janeiro a novembro do ano passado, segundo dados do Ministério do Trabalho, o setor de transformados plásticos contratou mais de 23,8 mil novos funcionários.
Composto por 11.500 empresas, esse segmento faturou em 2010 R$ 44 bilhões, impulsionados por uma demanda por transformados plásticos que chegou a 6.000 toneladas.
Apesar do valor expressivo, uma radiografia mais aprofundada do mercado mostra que essas empresas são em grande parte familiares. Pouco mais de 24% delas contam com até quatro funcionários e nenhuma delas capaz de promover sozinha campanhas educativas capazes de esclarecer a sociedade sobre os erros do combate indiscriminado ao plástico:
“As sacolinhas plásticas tem sido penalizadas erroneamente. Ninguém mais lembra que quando introduzidas no Brasil, atendiam a três premissas: eram leves, baratas e não provocavam desmatamento. E essas três premissas continuam válidas até hoje! Além disso, elas são reaproveitáveis, recicláveis e evitam problemas de contaminação”, afirmou Alfredo Schmitt, presidente da Abief – Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis, em evento promovido pela ADIRPLAST, em São Paulo.
Segundo Laercio Gonçalves, presidente da ADIRPLAST, o combate indiscriminado ao plástico pode gerar mais problemas que benefícios à população: “Essas campanhas baseadas em inverdades têm criado um imaginário coletivo de que o plástico é ruim e isso pode ter consequências desastrosas, não apenas para quem vive deste mercado, mas como para toda a sociedade”.
Em relação aos fabricantes de sacolinhas, explica Laercio, o estrago à imagem parece já ter sido feito. Para sobreviver agora, essas empresas, em conjunto com seus fornecedores, têm investido em alternativas renováveis ou biodegradáveis, como o uso de resinas bio. “Fica agora a pergunta do quanto esse combate incessante ao plástico ainda pode causar de estrago. Já ouvi falar de políticos querendo abolir o uso geral do material. Já imaginou as vacinas sendo aplicadas em seringas de vidro? Seria um retrocesso imenso na história da humanidade”, diz Gonçalves.
Se há muito o quê se perder de um lado, do outro os ganhos são evidentes. As campanhas contra o uso da sacolinhas plásticas devem ser bastante rentáveis para os supermercados, estima o presidente da Abief: “Estudos mostram que os supermercados vão economizar cerca de R$ 500 milhões por ano deixando de distribuir as sacolinhas. Além disso, eles devem faturar o mesmo valor vendendo sacolas de todos os tipos, isso sem falar no comércio dos sacos de lixo”.
Para tentar reverter pelo menos em parte a má imagem passada pelas campanhas de combate ao plástico, as principais entidades do setor, como a ADIRPLAST, tem se mobilizado e investido em ações de conscientização.
Sobre a Associação
A ADIRPLAST, que foi fundada há quatro anos, tem como diretrizes o fortalecimento da distribuição, o apoio aos seus associados e a consolidação com petroquímicas. Além disso, a entidade trabalha para promover a imagem sustentável do plástico.
Atualmente, a ADIRPLAST agrega 16 empresas distribuidoras de resinas plásticas que responderam por cerca de 10% de todo volume de polímeros comercializados.
Fonte: Baião de 3 Comunicação


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