Você já pensou em investir em ouro?

08/12/2011 - Já há alguns anos a economia mundial passa por uma crise crescente. A Grécia atravessa dificuldades, e as preocupações giram em torno do futuro do euro, além do limite das dívidas federais dos Estados Unidos, que assustam os investidores de vários países, inclusive no Brasil. Por estes motivos, o ouro tem sido a opção mais viável nos momentos de crise.

Com a perda na confiança dos bancos centrais e governos, os metais preciosos ganharam sustentação e alta. Em agosto deste ano, o ouro passou a marca de US$ 1.800 por onça-troy – que equivale a 31,1 gramas – pela primeira vez e em 2010 teve valorização superior a 32%. Desde os atentados de 11 de setembro, o ouro acumula um aumento de 600% no país.

“Diferentes de outras commodities que têm o seu consumo reduzido em momentos de crise, o preço do metal segue um fluxo contrário, aumentando a sua demanda e, consequentemente, o preço, pois o investidor parte para o ouro como forma de reserva de valor e para obtenção de ganhos financeiros.”, explica Moacir Camargo, gerente de planejamento da OM Ouro.

Portanto, esse é o momento para investir. Não há um perfil do investidor do ouro específico, as pessoas podem tê-los por guardar em uma poupança ou em pequenas quantidades apenas para presentear alguém. Quem caminha pelas regiões centrais de São Paulo, com certeza irá encontrar placas de “compro e vendo ouro” com preços mais interessantes do que os cobrados pelas empresas autorizadas pelo Banco Central, como a OM Ouro, por exemplo.

No entanto, o risco é maior pois não há como saber se o material passou por um processo de purificação na fundidora e nem se possui certificado de autenticidade. Deve-se, antes de tudo, conhecer a origem do metal. A OM Ouro é uma das principais distribuidoras de ouro no Brasil em que as barras de ouro podem ser adquiridas por uma de suas lojas pelo Brasil ou pela internet, com entrega física via correio ou motoboy.

As barras de ouro são de diversos pesos como 1g, 2g, 5g, 7g, 10g, 25g, 50g, 100g, 250g ou 1kg e podem vir personalizados em cartões customizados, até mesmo do time de futebol do coração. Caso o investidor queira se desfazer do metal, a própria empresa dá a garantia de recompra.

Para Camargo, o ouro é soberano frente a outros investimentos, pois em nenhum momento, tomando como referência um prazo de 10 anos, o metal remunerou menos que a caderneta de poupança brasileira. “É seguro porque não perde valor ao longo do tempo e tem liquidez certa a qualquer tempo e lugar do mundo. Para se ter ideia de liquidez, instituição financeira ou até mais, qualquer joalheira compra o metal já que ela é moeda de troca com a indústria de joias.”, completa.

O ouro é considerado o porto seguro que sempre teve rentabilidade ao longo do tempo, não sofre tanta volatilidade em comparação a outros investimentos, as oscilações de cotações são menos bruscas e é de fácil conversibilidade, porque é aceito em qualquer lugar do mundo. Imune às crises mundiais, o ouro ganha confiança de pequenos, médios e grandes investidores. Para conhecer mais acesse  www.ourorapido.com

Cautela com ouro

Para Nathan Blanche, sócio-diretor da Tendências Consultoria e ex-presidente da Associação Nacional de Ouro e Câmbio (Anoro), é preciso cautela ao investir em ouro. Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, ele afirma que em um período mais longo, de 1980 ao primeiro semestre de 2010, o ouro não foi um bom investimento quando comparado aos títulos do governo dos Estados Unidos. Se o investidor tivesse comprado uma onça-troy naquele ano por US$ 579,75 teria, hoje, US$ 1.221,50. Caso a mesma quantia tivesse sido aplicada no que o mercado chama de Fed Funds, numa referência à taxa básica definida pelo Banco Central dos EUA (Fed), o investidor disporia de US$ 2.566,55.

Em contrapartida, se a aplicação fosse feita a partir de 2005, quando as cotações do ouro começaram a disparar no mercado internacional, já antecipando o estouro da bolha imobiliária norte-americana (sacramentada em setembro de 2008), o movimento seria o inverso. Os US$ 517 aplicados no metal valeriam hoje US$1.221,50 contra US$ 571 se o dinheiro tivesse sido destinado aos papéis do governo dos EUA — uma diferença de 112%. “Ou seja, no longo prazo, o ouro não é uma boa alternativa de investimento. Trata-se de um ativo para os tempos de incerteza”, destaca Blanche.

Fontes: EstiloPress e Correio Braziliense

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