Dilma supera Lula em intolerância à corrupção, aponta pesquisa inédita
26/01/2012 (atualizada em 2/2/2012) - Comparada a Lula, Dilma Roussef é percebida pelos brasileiros como sendo “menos tolerante com a corrupção para quase metade dos entrevistados (49,1%)” em pesquisa planejada e aplicada pela empresa Opinião, que mantém escritórios em Brasília (DF) e São Paulo (SP). Com a demissão de Mário Negromonte do Ministério das Cidades, em 2/2/2012, a presidente confirma o que diz a pesquisa.
Para cerca de um terço (33,6%), Dilma é percebida como sendo “tão tolerante quanto Lula” e para 17,3% ela é “mais tolerante” do que seu antecessor na Presidência.
Gráfico 1
Percepção sobre a queda de ministros do governo Dilma em 2011
“Os resultados apontam para uma característica interessante da atuação da nossa presidente. Ser intolerante ‘cola’ positivamente com na imagem dela. Cerca de metade dos entrevistados a acham menos tolerante com a corrupção do que o ex-presidente Lula e isso, para a maioria, é algo positivo. Apenas 18% percebem haver mais corrupção agora do que em governos passados”, diz Carlos André Almeida Machado, diretor de Negócios da Opinião.
Segundo o estudo da Opinião, dois em cada três entrevistados afirmaram ser “favoráveis” à uma CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar a corrupção no governo.
Gráfico 2
Entrevistados favoráveis e contrários a CPI como forma de apurar episódios de corrupção
Sobre a queda de ministros no 1º ano de governo Dilma e sua correlação com a corrupção governamental, 53% afirmaram que a saída dos ministros “indica que a presidente Dilma não é tolerante com a corrupção; 29% disseram que tal fato indica que ela é tão tolerante quanto os governos anteriores (não apenas o de Lula); 18% percebem a situação como negativa, por entenderem que a queda do 4º ministro (da Agricultura, Wagner Rossi) é um indicativo de que no atual governo há mais corrupção”.
Vida no Brasil melhorou
Além dos “malfeitos”, como a própria presidente se refere aos escândalos que derrubaram ministros e demais assessores federais, a pesquisa procurou apurar o sentimento da população em relação ao País. Para 43,9% dos entrevistados o Brasil “melhorou após o início do governo Dilma”; para 39,9% continua igual e para 16,3% piorou.
Gráfico 3
Percepção dos entrevistados sobre situação de sua família no governo Dilma
Sobre as condições de vida familiar, 43,1% afirmaram que a situação de sua família melhorou; 44,3% disseram que não se alterou, e para 12,6% piorou.
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